Às vezes, quando a gente vê coisas largadas nas prateleiras erradas do supermercado, os motivos são relativamente restritos;
Por exemplo, pode ter sido uma mãe que só vários corredores à frente viu que o filho havia pego um chocolate importado qualquer mais caro que toda a compra do mês e largou a dito-cujo entre sacos de arroz e feijão, ou que se sentiu culpada por comprar um batom de 40 reais ao ver uma roupinha
de bebê por 20.
Às vezes, o motivo do abandono é o mesmo pelo qual tantos namoros e casamentos acabam : simplesmente porque o comprador achou coisa melhor e largou o produto (que até então era o que ele queria) sem pensar duas vezes.
Ou ainda, numa possível variante desse último motivo, quando a pessoa havia pego algo que não era exatamente o que pretendia levar, mas ainda não havia encontrado – ou sequer sabia o que era – aquilo que realmente queria, ou de que precisava.
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Foi por isso que eu dei risada sozinha, ao ver um pobre livro de auto-ajuda abandonado na seção de bebidas, bem no meio das tequilas, whiskies, cachaças e vodkas.
Em silêncio, dei meu apoio ao “dumpeur” desconhecido. É isso aí, cara. Quem tem Johnnie não precisa de Paulo. E não é preciso fazer o caminho de Santiago, just... well, you know. Keep walking… huehuehue.
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