Triste Erro - Pedro Meirelles
Enterre fundos, seus medos e segredos
A sete palmos do chão
Para que nunca sejam encontrados
Nem mesmo desconfiados
Se um homem só é ele mesmo
Quando esta sozinho,
Mate seu eu solitário
E jogue o corpo ao mar
Pois as paredes agora têm ouvidos
E os olhos existem onde se menos espera
Afogue seus medos na piscina
E creme seus segredos na chama do fogão
Picote seus diários
E suma com as velhas cartas de amor
Mas suma bem sumido
Pois quando se quer mesmo achar algo
Acaba se achando
Se para viver sem o medo de ser descoberto
É preciso apagar com ácido todas as suas memórias
As boas, as más, as tristes e solitárias
As doces e memoráveis, raras e deliciosas
Diluídas, derretidas, despedaçadas
Melecando o chão da sala
Triste vida sem nada
Triste vida sem vida
Sem lembranças memoráveis
Erros, medos e segredos
Vida normal, aceitável
Como sempre se quis
Vida perfeita mas infeliz*Legal a gente ter coisas bonitas guardadas néammmm?? Ainda mais quando elas refletem uma época, um sentimento e um despertar.
Poema escrito por um menininho (mentira ele sempre foi um meninão enorme, alto, rsrsrs) de 15 anos (isso em 2005, agora ele é um respeitável "maior" hahahaha), chamado Pedro Meirelles (página do Pedro no Facebook AQUI)
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